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A Economia Invisível

By 14 de setembro de 2011 No Comments

Sempre tive a curiosidade de saber, em uma visão macro, o valor quantitativo das marcas. Por isso, fiz um cálculo bem rápido e simples. O valor do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2010 foi de R$ 3,675 trilhões. E a soma do valor das 50 marcas mais valiosas do Brasil de 2010 juntas foi de R$ 135 bilhões. Na simples regra de três vemos que estas 50 marcas representam 3,67% do PIB de todo o país. É um valioso patrimônio que só é visto com outros olhos. O cálculo foi feito com apenas as 50 marcas mais valiosas, imagine se fizer o cálculo das mais de 6 milhões de empresas/marcas que existem no Brasil. Arrisco o comentário de que no resultado deste cálculo mais abrangente teremos um valor maior que o PIB, ou seja, a economia invisível pode ser, ou já é, maior do que a economia tradicional baseada nos imobilizados.

Esta economia invisível é gerada pelo conhecimento, criatividade e pela imaginação, sendo estes, fatores intangíveis que levam às inovações e expansão de marcas/empresas. Neste cenário o design é um dos meios para se obter este valor invisível. Mas os estudos contábeis sobre o design ainda são insuficientes. E para colocar o design no centro das estratégias de uma empresa ou país é preciso mostrar, quantificar o seu valor. Quando soubermos contabilmente qual é a importância do design na economia de uma empresa ou de um país, teremos um apagão de designers disponíveis no mercado pela alta procura, pois serão cargos obrigatórios em qualquer organização. 

Veremos em breve designers na presidência e direção de grandes empresas, que por consequência terão seu valor/patrimônio maior e melhor do que as empresas de modelos convencionais de gestão. Nesta previsão, as companhias que não tiverem design serão meros e sufocados fornecedores das organizações que incorporaram esta ferramenta propulsora de resultados. Para os executivos que buscam a liderança ou no mínimo a sobrevivência de suas respectivas empresas, é aconselhável fazer um tratamento da miopia mercadológica para começar enxergar o valor do invisível, o valor do design.

Abraços,

Eduardo M. Borba