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Transição social

By 5 de fevereiro de 2013 janeiro 10th, 2019 No Comments

“Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera…”. O trecho da música expressa um pouco do momento de transição que estamos passando na sociedade. Políticos sendo condenados, grandes corporações e bancos vendo o seu poder se diluir, a descoberta da manipulação dos jogos de futebol.

É espantoso ver que a máscara mais vendida para o carnaval é do Presidente do Supremo Tribunal Federal e em segundo lugar o do jovem jogador de futebol brasileiro que todos conhecem pela sua ousadia em campo. Os heróis estão sendo substituídos.

Estes fatos refletem a nova realidade da sociedade, onde a ética subiu na escala de valores. O conceito de sustentabilidade não é só para o meio ambiente, é uma questão moral. Relações sócio-econômicas de longo prazo, isto é, sustentáveis, requerem confiança e transparência. Entretanto, no mundo onde todos querem tudo para ontem, acaba-se atropelando os valores fundamentais para o convívio pessoal e profissional originando o abominável comportamento anti-ético. 

Ser competitivo não é passar por cima do outro. A verdadeira competição deveria ser de quem gera mais benefícios coletivos. Existem leis tão óbvias e simples nas relações saudáveis e de longo prazo, mas proporcionalmente ignoradas. Se você ou a sua empresa quer crescer terá que colaborar no crescimento dos outros. A mesma lei vale para a riqueza, qualidade, etc.

Muitas empresas e profissionais ainda precificam e vendem sua ética para ter no curto prazo o prazer individual do ego prejudicando o coletivo. O jeitinho, a malandragem, o levar vantagem são comportamentos de pessoas e empresas com baixa consciência, no qual faturar é mais importante que colaborar.

Pense comigo, o que você prefere: comprar barato de alguém que não confia ou pagar o justo para alguém em quem confia? A resposta é óbvia e a sociedade está entendendo isso. Projetos, contratos, dinheiro, são simplesmente meios de se obter relações saudáveis ou repugnantes, você é quem escolhe.

O momento é de reflexão, mas já está impactando o mundo dos negócios provocando uma ruptura nos valores corporativos. O raciocínio de que dinheiro é o objetivo está sendo substituído pelo raciocínio de que o dinheiro é um meio para beneficiar e melhorar o mundo em que vivemos. Empresas virarão Causas Nobres tendo pessoas (clientes e colaboradores) como patrocinadores das causas que realmente façam sentido para a vida delas e para o mundo.

Uma nova Era exige um novo comportamento e para isso uma nova consciência.

Abraços,

Eduardo M. Borba