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Dia da Indústria

By 30 de maio de 2012 janeiro 14th, 2019 4 Comments

Dia 25 de maio foi celebrado o Dia da Indústria. Segundo um levantamento feito pela FGV, a produção industrial cresceu apenas 2,6% entre 2008 e 2011. Este Dia da Indústria serve para celebrar ou para lamentar? São várias as razões para o crescimento ínfimo da indústria, mas a principal é a ausência de flexibilidade para mudar e assim evoluir.

Em incríveis 0,39 segundos foi gerado mais de 406 milhões de resultados para a palavra Innovation no Google. Nunca se falou tanto esta palavra “inovação”, que até já se tornou clichê entre executivos e reuniões quando se comenta: “equipe, precisamos inovar, temos que crescer de forma sustentável através da inovação”. Lindas essas palavras, não é!? Agora, como se transforma este discurso em resultados efetivos? É simples, mudando primeiro a forma de pensar.

Em 1929, ano em que se iniciou uma grande crise na economia mundial e que levou a quebra(Crash) da Bolsa de Valores dos EUA, foi um aviso de que o sistema era insustentável. Em 2008/2009, outra bomba, mais uma crise na economia mundial que ainda se arrasta com forte intensidade. Será que aguentamos mais um aviso de que este sistema não funciona?

Sim, concordo de que a inovação é a principal solução para este cenário, senão a única. Como venho falando a um bom tempo, precisamos equilibrar o mundo analítico dos números com o talento da economia criativa, pois é o único caminho para se obter constantes inovações.

A solução já existe, é só achar bons designers para isso!

Abraços,

Eduardo M. Borba

4 Comments

  • Jogi disse:

    Excelente matéria. Prefiro que mudem as empresas. Lembro-me inclusive, de quando tinha uns 10 anos de idade (hoje estou com 46), que quando entrava numa farmácia, num posto de combustível ou em uma daquelas lojas em que só se vendiam tecidos, com aqueles rolos de tecidos enormes enfileirados e próximos desses rolos grandes mesas. Naquela época as lojas não eram de departamento era loja de tecidos grandes, enormes. Pois bem, entrava em um desses ambientes e pensava: Poxa vida, tudo isso só pra vender remédios, ou combustíveis, ou tecidos???!!! . Pois é Nepomuceno, hoje ainda reflito sobre o que tem feito as empresas para melhorar o ser humano e as suas relações uns com os outros. Adoro ser competitivo, mas sem precisar competir. Adoro ser excelente, mas sem precisar ser sozinho na excelência. Quer ver a extrapolação do foco da tua exposição? As faculdades: Lá dentro tem pessoas que fazem de conta que ensinam, outras fazem de conta que aprendem. Aí resolvem que todos vão assinar um contrato de diluição dos custos, onde plejam o tempo e quanto vai ser para adquirir um diploma, sem traumas.

    • Borba disse:

      Jogi, percebo que já iniciamos o processo de inversão de valores, onde até então o resultado financeiro era o objetivo e secundário era atender necessidades sociais. Pois bem, hoje começamos a focar o que era secundário tendo o objetivo financeiro como consequência e não razão de nossa existência. Quanto à educação, concordo que precisa de um redesign, tanto porque a educação não tem a ver com ensinar, mas sim com aprender.

  • Danillo disse:

    A ruptura esta dada. Bilhões de pessaos com acesso a informação, escolhendo, rejeitando, avaliando, opinando, inventando e, em breve, produzindo, além de contefado multimeddia’, produtos materiais. As pessoas, na essência, continuam pessaos. O que há de novo é a possibilidade de amplificação de sua capacidade de ação individual e, mais potente, em rede. As organizações que não souberem se integrar a esse novo ambiente perderão o bonde. E a roda vai continuar a girar. Em um novo contexto que está sendo gestado nesse processo de retroalimentação: tecnologia + o que se faz dela. Em velocidade nunca vista, gente em rede pensa, produz, comunica e gente em rede usa, modifica, massifica ou elimina a novidade

    • Borba disse:

      Danillo, estamos realmente em uma transição social. O poder antes concentrado em poucos, agora está sendo equalizado. Isso é bom, mas fico me perguntando, será as pessoas estão preparadas a ter poder e o que fazer com ele?