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CAR: o Design da mudança

By 23 de março de 2012 janeiro 14th, 2019 5 Comments

Tenho uma tese que já validei de forma empírica no mercado, chamado CAR, que é um veículo/meio/o design de mudanças. “C” de consciência( é o guia), que gera “A” de atitudes(ações), que gera “R” de resultados(consequência).
 
Toda mudança(revolução, evolução, transformação) começa com uma nova Consciência, que é o motor para fazer rodar o processo CAR de forma natural.
 
Hoje consigo ver que a sustentabilidade de qualquer negócio será a transformação das empresas em causas. O conceito de “empresa” que temos hoje é praticamente 100% analítico e 0% intuitivo / emocional / criador / imaginativo. Isso fica evidente quando se administra uma empresa com base somente em sua capacidade produtiva(operação). É um equívoco fazer a analogia da empresa como um organismo, pois esse conceito se refere à um conjunto de órgãos que interligados criam um sistema(conceito analítico).
 
E a emoção, intuição, a imaginação, a criação, onde estão no conceito de “empresa”, na teoria da administração? Assim como um ser humano, a Empresa só encontrará um equilíbrio se trabalhar o seu lado racional  (50%) e o seu lado emocional  (50%). A neurociência nos explica que temos o lado esquerdo do cérebro(racional) e o direito(emocional), então por que raios o conceito de Empresa é baseado somente no organismo do Ser Humano e não ele como um todo, completo? E o mais irônico é que todas as empresas nascem a partir do lado direito, que é o impulso para transformar a imaginação em realidade. Mas depois esquecem e se tornam mais uma empresa com a bandeira do lado esquerdo.
 
Falta uma engrenagem fundamental na teoria da administração, que representa a metade ausente, que é simplesmente ativar algo que já existe, o seu lado direito. Agora fica claro que o desafio das empresas não é a Gestão de Pessoas, é algo mais profundo, um erro histórico, a equivocada teoria da administração que virou cultura.
 
Quando o conceito equivocado de Empresa trata o ser humano como funcionário, isto é, operador de uma função, estamos limitando pela metade o que ele realmente pode realizar. E como a empresa é feita por pessoas, limitamos pela metade a sua capacidade e seus resultados.
 
Todo ser humano tem uma causa, a razão de estar vivo, o sentido da vida, da mesma forma que a empresa. Quando as empresas equilibrarem os objetivos individuais das pessoas com os seus, verão que transcenderão o resultado imaginado somente pelo processo analítico. Para isso a causa/consciência (o “C” do CAR) é que unirá à todos, tendo um só objetivo, potencializando assim a energia interna e os resultados.
 
Cargos de poder, hierarquia, conceitos de liderança atuais caem por terra, pois o verdadeiro conceito de empresa é colaborativo. O empresário, o diretor ou gestor tem o papel de facilitador para o processo CAR e não centralizador/controlador.
 
As pessoas querem se sentir vivas, fazer parte de algo importante, uma causa. E a empresa se tornando uma causa coletiva se transforma em um ambiente incrível para dar sentido ao dia-a-dia da vida.

Abraços,

Eduardo M. Borba

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