DestaquesNotícias

Alternativas

By 6 de maio de 2011 No Comments

 

Como no último post terminamos com uma “?” sobre a situação do design no país, hoje apresentamos algumas alternativas de solução para serem avaliadas por toda cadeia do setor. Partindo do princípio de que a educação abre portas para um universo de oportunidades, parar no tempo é o mesmo que fechar estas possibilidades de evolução. Conversando com designers brasileiros que atuam no mercado nacional e internacional é nítido perceber o fato do atraso da educação do design no Brasil, principalmente dos cursos de graduação. 

As matrizes curriculares deveriam estar em maior sintonia com as necessidades da economia e inclusive acompanhar a velocidade com que ela se movimenta. Uma sugestão é flexibilizar os cursos contendo disciplinas opcionais de temas atuais. É impossível potencializar as competências de cada aspirante à designer oferecendo conhecimentos padronizados para todos. Desta forma conseguiríamos formar designers já com especialidades, reduzindo simultaneamente o tempo de maturação dos profissionais no mercado, isto é, tendo uma evolução do setor de forma mais ágil.

Outra eterna sugestão é ampliar a influência do setor em diferentes canais. Temos que ter designers em áreas estratégicas do país como economia, política, educação, tecnologia entre outras. Ainda falta muita representatividade, temos que chegar no alto escalão, onde se tomam as decisões do país. A lenda “Regulamentação do Setor” só acontecerá se ampliarmos os resultados que o design pode gerar através de uma educação adequada que forma excelentes profissionais. Somada ainda com a presença estratégica para tomar decisões que facilite o acesso do setor na economia nacional e internacional. Já que temos no país o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, poderíamos ter o PAD – Programa de Aceleração do Design.

Abraços,

Eduardo M. Borba